terça-feira, 28 de maio de 2024

Parque Estadual da Fonte Grande, você conhece?

O Parque Estadual da Fonte Grande, localizado no coração do Maciço Central de Vitória, Espírito Santo, é um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica em área urbana no Brasil, protegido por lei. Este parque oferece uma estrutura bem conservada e acessível, incluindo portaria, sinalização e novos mirantes que proporcionam vistas incríveis da região.

Mirantes

  1. Mirante Mochuara - 500 m²
  2. Mirante Sumaré - 80 m²
  3. Recanto da Floresta - 175 m²

Esses mirantes são espaços amplos e seguros, perfeitos para tirar fotos panorâmicas da paisagem natural e urbana ao redor.

Trilhas

O parque possui trilhas que podem ser percorridas a pé ou com veículos, proporcionando cerca de 9 km de contato direto com a natureza. As trilhas incluem:

  1. Trilha da Pedra da Batata - Permite observar a fauna e flora da Mata Atlântica, além das funções socioambientais da floresta.
  2. Trilha do Caracol - Oferece a oportunidade de conhecer uma das nascentes do Córrego Fradinhos.
  3. Mirante do Sumaré - Proporciona uma interpretação da paisagem, destacando a ocupação do território e as foz dos rios Bubu, Itanguá, Marinho e Jucu.
  4. Mirante da Cidade - Oferece vistas para as foz dos rios Santa Maria da Vitória e Aribiri, além das comunidades nas encostas do Maciço Central.

Informações de Contato

  • Endereço: Avenida Serafim Derenzi, Grande Vitória
  • Telefone: (27) 3381-3521 e 3382-6576

Horário de Funcionamento

  • Terça a domingo, inclusive feriados: das 8h às 17h30
  • Fechado nas segundas para manutenção
  • Acesso aos mirantes: das 8h às 16h40

O Parque da Fonte Grande é um local ideal para promover a interação entre sociedade e natureza, oferecendo um espaço seguro e estruturado para a apreciação da Mata Atlântica e suas funções ambientais.

 

Bora lá?




  

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Guarapari, Cidade Saúde ☀

Como não ser embaixadora desse lugar incrível onde moro? Guarapari é mesmo especial — um paraíso que mistura o clima fresquinho das montanhas com nada menos que 52 praias deslumbrantes, além de parques e lagoas de tirar o fôlego. Vem comigo e se encante!

Quer conhecer um pouquinho? Então anota essas dicas!

Guarapari fica no Espírito Santo, a pouco mais de 50 km da capital, Vitória. Já foi famosa pelas areias monazíticas, naturalmente radioativas, mas hoje encanta por muitas outras razões.

Norte da cidade: natureza em estado puro
No extremo norte, está o belíssimo Parque Estadual Paulo César Vinha, criado para proteger a restinga e o ecossistema local. O parque é enorme e abriga três praias (D'Ulé, Caraís e Setibão), a Lagoa do Caraís, três trilhas (Alagado, Clúsia e Restinga), dunas e mirantes incríveis. Ele funciona todos os dias, das 8h às 17h, mas o acesso às trilhas vai só até as 15h.

As trilhas têm mais de 1 km, e às quintas-feiras o parque oferece o projeto Trilha Cidadã, com cadeiras de rodas adaptadas. Para mais detalhes, vale conferir o site oficial do parque. Atenção: nos últimos tempos, o local vem enfrentando incêndios florestais, então é bom verificar antes de ir.

                                                                        Acervo pessoal

A partir dali, começa a mágica das praias...
Logo após o parque, vem Setiba, um refúgio de águas cristalinas (e bem geladinhas!). A região norte de Guarapari reúne 16 praias, com acessos que variam entre fáceis, intermediários e mais desafiadores, algumas exigem passar por costões rochosos e áreas de vegetação preservada. Mas acredite: o esforço vale cada passo. O visual compensa!

                                                       Acervo pessoal

Área norte, na ordem: Praia do Ulé, Una, Boião e Aquiles.

Centro da cidade: onde tudo acontece

Na região central, que inclui bairros como Praia do Morro, Aldeia e Muquiçaba, estão mais 17 praias. É difícil listar todas — até porque os nomes variam entre os que estão no Google Maps e os que os moradores usam. Mas isso faz parte do charme, né? 😉

                                                        Acervo pessoal

Aldeia, Praia do Morro, Areia Vermelha e Por do Sol Praia do Morro

Uma curiosidade legal: a Praia da Areia Vermelha fica dentro do Parque Municipal Morro da Pescaria. Sua coloração única vem de um mineral chamado granada, com ferro e óxido que criam esse tom avermelhado, como se fosse ferrugem natural.

Dentro do parque há praias mais reservadas, longe do agito turístico, perfeitas para quem busca sossego em meio à natureza. O parque abre das 7h às 16h e a entrada custa apenas R$ 5. Dica de ouro: leve sua garrafinha de água (há bebedouros), protetor solar, lanchinhos e, claro, recolha seu lixo!

Sul: o point das praias badaladas
Já no sul de Guarapari estão as praias mais famosas e movimentadas: Bacutia, Peracanga e Meaípe (que ganhou uma nova faixa de areia com as obras do governo do Estado). Essa região é cercada por restaurantes com gastronomia de altíssimo nível, perfeita para quem quer curtir o mar com conforto e sabor.

Tentei listar as praias, mas como falei, os nomes nem sempre são unanimidade, cada canto tem seu apelido carinhoso ou nome oficial diferente. O importante é se permitir explorar, se surpreender e, claro, aproveitar cada pedacinho desse paraíso chamado Guarapari.




É isso! 




domingo, 4 de junho de 2023

Atenção e cuidado à saúde dos membros das forças de segurança.

A saúde mental dos membros das forças de segurança pública é um tema de extrema importância e preocupação, sempre tive muito interesse na questão e há um tempo já estava pensando em escrever sobre algo relacionado.

Devido à natureza desafiadora e estressante do trabalho que desempenham, esses profissionais podem enfrentar uma série de problemas, em especial os relacionados à saúde mental.

As demandas do trabalho podem ser extremamente exigentes e expor os profissionais a situações traumáticas e estressantes regularmente. O exercício da função faz com que a pessoa testemunhe violência, lide com situações perigosas, enfrente ameaças e experimente uma pressão intensa, pressão essa para tomar decisões rápidas e precisas e pressões para lidar com o desempenho próprio de cada instituição.

A participação nesses episódios pode levar ao desenvolvimento de distúrbios de saúde mental, como: estresse pós-traumático, ansiedade, depressão e abuso de substâncias. E a percepção da condição psicológica pode variar de indivíduo para indivíduo, que pode vir associado às condições do ambiente de trabalho, ausência de suporte emocional e outros fatores estressantes. Obviamente estou descrevendo possibilidades sem tecnicidade no assunto, no entanto, é um extrato da verdade que já presenciei.

Além de todos esses aspectos apresentados, pode ser que haja uma cultura em dificultar o reconhecimento e a busca de ajuda para problemas de saúde mental, pois existe uma pressão social e profissional para que os membros da Segurança Pública sejam vistos como fortes, resilientes e capazes de lidar com qualquer situação. O que pode levar ao estigma em torno da saúde mental e à relutância em buscar tratamento adequado.

Para embasar o assunto, um estudo foi encomendado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP) e feito em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) onde apontou que 84% dos profissionais avaliados estavam estressados. A base de dados contou com a participação de mais de 1600 profissionais da segurança pública do Espírito Santo. (Fonte: https://acesse.one/EtrK8) É um alerta gigante. 

Essa identificação feita pela SESP e em outros estudos recentes, corroboram com a necessidade do aumento na conscientização sobre a importância da saúde mental dos membros das forças de segurança pública. Algumas organizações têm implementado programas de apoio e intervenção para ajudar a lidar com o estresse ocupacional e promover a saúde mental, cardiológica, aconselhamento e estratégias de prevenção ao suicídio, entre outros segmentos que priorizem a saúde global dos membros da segurança, pois é uma demanda latente fornecer os recursos e o apoio necessário a esses homens e mulheres.

Não obstante a implementação de programas e políticas apropriadas, necessário também uma mudança na cultura organizacional para encorajar abertamente a busca de ajuda e garantir que os profissionais se sintam à vontade para discutir suas preocupações e desafios relacionados à saúde mental. É importante frisar que as famílias têm de estar diligentes quanto a essas questões. O olhar sem julgamento, a recepção acolhedora no seio familiar é tão importante quanto à identificação do problema de saúde na esfera profissional. 

Em síntese, a saúde mental dos membros das forças de segurança pública é uma questão crucial que exige atenção contínua e suporte adequado. É fundamental que organizações e governos atuem de forma conjunta para assegurar que esses profissionais tenham acesso ao cuidado necessário, preservando sua saúde mental e bem-estar enquanto cumprem seu papel essencial na sociedade.

Que familiares e amigos estejam sempre atentos a quem amam e, ao menor sinal de dificuldade, não hesitem em buscar ajuda. 💛



sábado, 29 de janeiro de 2022

❌ Violência contra mulher

Esse é um tema urgente e merece ser debatido com profundidade. Sei que os conteúdos mais rápidos acabam atraindo mais atenção e talvez eu mesma transforme isso em vídeos curtos nas redes, mas hoje quero falar escrevendo. Escrever é a minha forma de refletir, de organizar ideias e, sobretudo, de compartilhar algo que pode ser útil para alguém.

A violência é uma questão complexa, com muitas faces. Mas hoje, quero focar em uma das mais cruéis: a violência de gênero contra mulheres, dentro do ambiente doméstico e familiar.

Quando falamos em homicídios no geral, os números são altos, e sim, muitos homens morrem também. Porém, quando observamos onde e como essas mortes acontecem, o cenário muda completamente:
Homens são mortos, em sua maioria, na rua e geralmente por desconhecidos.
Mulheres, por outro lado, morrem dentro de casa, assassinadas por quem deveria protegê-las: companheiros, ex-companheiros, familiares.

É por isso que esse assunto exige atenção redobrada. E é por isso que eu decidi usar meus meios de comunicação para compartilhar informação. Talvez alguém próxima de nós esteja passando por isso em silêncio. Talvez este texto ajude a abrir uma conversa, ou salvar uma vida.

A maioria dessas mulheres não denuncia. Isso ocorre porque a violência no lar é silenciosa. Ela se esconde na ideia ainda muito presente de que "em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher". E é justamente essa cultura que permite que o agressor se fortaleça, isolando a vítima, impedindo que ela fale, peça ajuda ou denuncie.

Essa violência é invisível, cotidiana, e muito perigosa.

Dados de fontes como o IBGE, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e anuários estaduais apontam o que já sabemos na prática: os números são subnotificados. Muitas mulheres não conseguem ou não podem registrar ocorrência. Mesmo assim, os dados já são alarmantes.

No Espírito Santo, por exemplo, três mulheres foram assassinadas por mês dentro de casa em 2021, a maioria por seus próprios companheiros, com idades entre 20 e 44 anos. Em Guarapari, foram registrados cinco feminicídios no mesmo ano.

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) foi um grande avanço. Ela ampliou os mecanismos legais de proteção e impulsionou a criação de políticas públicas e atendimentos especializados. No entanto, a lei sozinha não dá conta. E por que digo isso? Porque a violência de gênero é atravessada por fatores culturais, sociais, ideológicos e religiosos. É um problema estruturado em várias camadas e combater isso exige um trabalho coletivo e interdisciplinar.

As mulheres precisam de acolhimento. Nem sempre da forma formal ou jurídica, mas humana e próxima. Psicólogas, assistentes sociais, terapeutas e redes de apoio fazem toda a diferença. Não estou dizendo que a denúncia formal não seja necessária, muito pelo contrário. Mas, antes que a mulher consiga gritar por socorro, ela precisa se sentir segura para sussurrar.

Tenho horror a qualquer tipo de violência. Mas, quando se trata de violência contra mulheres, a repulsa é visceral. Nenhuma mulher deveria ter medo dentro da própria casa.

Aqui em Guarapari (ES), existem serviços importantes de acolhimento e orientação:
🔸 Centro de Apoio à Mulher “De Todas as Marias”
Anexo à Delegacia da Mulher (DEAM)
📍 Rua Santo Antônio, nº 243 - Muquiçaba
📞 (27) 3261-5680

🔸 CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social
📍 Rua Santo Antônio, nº 141 - Muquiçaba
📞 (27) 3361-1353

Toda mulher tem alguém em quem confia, uma amiga, um filho, uma irmã, um colega. Fortaleça esse vínculo. Não estamos colocando responsabilidade nas mãos de ninguém, mas criando pontes de voz, para quando o medo e a dor forem grandes demais para enfrentar sozinha.

Se não buscarmos ajuda, apoio e proteção, estaremos perdendo nossas mulheres para o silêncio. E isso é inaceitável.

Sinal vermelho para a violência. ❌ Você não está sozinha. Nunca.
Compartilhe, converse, abrace.

Juntas, somos mais fortes.




[1] https://www.ibge.gov.br/

[2] https://forumseguranca.org.br/

[3] https://forumseguranca.org.br/anuario-brasileiro-seguranca-publica/

[4] https://sesp.es.gov.br/Media/Sesp/Mapa%20de%20homic%C3%ADdios/Homic%C3%ADdios%20de%20Mulheres_Dezembro.pdf



sábado, 9 de janeiro de 2021

Passaporte: dicas fáceis!

 

Passo a passo para requerer o Passaporte

Pessoaaaaal, vim falar como é simples – INFORMATIZADO – e fácil solicitar a emissão do Passaporte.

 

COMO INICIAR O PROCESSO DE SOLICITAÇÃO

Preencha o Formulário online para iniciar a solicitação do passaporte. Nessa fase você vai preencher seus dados pessoais, documentos, dados complementares e a revisão. Acesse o link para o formulário inicial.

(https://servicos.dpf.gov.br/sinpa/inicializacaoSolicitacao.do?ispatch=inicializarSolicitacaoPassaporte )

QUANTO CUSTA?

Após o preenchimento online, será gerado a Guia de Recolhimento da União – GRU, valor atual de R$257,25. Pague a taxa, né pessoal? Rs, senão o site não deixa dar prosseguimento.

COMPARECIMENTO POSTO DA POLÍCIA FEDERAL

Apos o pagamento da GRU ser sinalizado no site de acompanhamento da Polícia Federal, você conseguirá marcar o dia para comparecer ao Posto da Polícia federal. Para agendar acesse o link (https://servicos.dpf.gov.br/sinpa/paginaInicialAgendamento.do )

No dia agendado, você levará seus documentos para conferencia, fara a coleta digital, assinatura e NÃO precisará levar fotografia, pois eles farão uma na hora. A exceção para fotografia é para crianças com menos de 3 anos e o padrão da foto que deverá ser levada é 5x7cm.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

Os documentos necessário para brasileiros natos (que é o meu caso), precisa levar CPF e um documento de identidade com foto, que pode ser o RG, habilitação ou Carteira de Trabalho. Caso tenha mudado de nome, leve também a Certidão de Casamento. Hoje em dia não é mais necessário apresentar título de eleitor e comprovantes de votação ou de serviço militar, porém é importante estar em dia com a justiça eleitoral e serviço militar (por precaução leve o nada consta da Justiça Eleitoral e o certificado de dispensa, se for homem, maior de 18 anos). É feita uma checagem no momento da emissão do passaporte.

Vale ressaltar que para menores de idade as etapas são as mesmas, porém necessário o acompanhamento de maior responsável e dados destes.

QUANTO TEMPO DEMORA?

Cerca de uma semana para a entrega do Passaporte, no dia do comparecimento ao posto da Polícia Federal você receberá um protocolo com a data, e o documento só será entregue pessoalmente a seu titular, mediante apresentação de documento de identidade e assinatura de recibo. Busque seu passaporte no horário e local indicados.

VALIDADE DO PASSAPORTE

O Passaporte brasileiro tem validade de 10 anos.

Uma dica, vai imprimindo todas as etapas, porque nela vai constar o número de protocolo que é o número que te permite acompanhar no site e avançar novas etapas para o processo de emissão.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Críticas políticas: PMES, o alvo de sempre

Quando uma coluna produz esse tipo de conteúdo com um conjunto de associações com o objetivo de moldar e influenciar os leitores, só transparece que há questões implícitas de puro preconceito ou ataque velado, como de costume.

Os dados sobre os militares existe e se chama "Perfil das Instituições de Segurança Pública, 2014-2016" porém a forma que foi exposta em frases simples e com chamariz de uma manchete dessa "MAIORIA DA POLÍCIA MILITAR DO ES TEM ENSINO MÉDIO E É PARDA", é inegável o que - e quem, se quer atingir.

A coluna tratou os dados de forma a assimilar a raça e escolaridade com capacidade resolutiva e eficiência. Criando um paradigma incoerente, que se torna verdade ao leitor. Total desinformação!

Os critérios de ingresso não podem ser dissociados da realidade, mas há que se lembrar que a própria instituição exige o aperfeiçoamento e habilidades (poderiam ser em maiores escalas, sim, mas aí vai de encontro a interesses políticos), e as questões individuais de conhecimento adquirido não foram avaliadas para construção dos dados. Entendo que a inércia não é característica do ser humano que precisa se capacitar para evoluir, assim sou eu individuo na sociedade, assim sou eu quanto instituição, (falei na primeiro pessoa, mas não sou policial, apenas admiradora).

Temos a Polícia Militar mais desvalorizada do Brasil e não só por questões salariais, mas por todo esse percurso que vem desvalorizando o sujeito Policial, a instituição e por fim a Segurança Pública.

Desde o levantamento das informações a respeito dos crimes contra a vida, o ES apresentou recentemente o melhor índice registrado desde 1996, ou seja, mesmo diante a desvalorização e essa tentativa frustrada de diminuir a classe, os números não negam. Pois aqui apresentamos resultados práticos, discrepante não é?

sábado, 6 de julho de 2019

Enxaqueca, compartilhando experiências

Bom, vim compartilhar meu diário enxaquecoso. Sofro com enxaqueca cronica há 19 anos. E desde então já passei por inúmeros médicos, de diversas especialidades, tratamentos medicamentosos profiláticos e para momentos de crise, exames e uma vida pautada em dores diárias e crises mensais. 

Sempre tive mania de escrever tudo que comia como forma de entender quais eram meus gatilhos para as crises, lembrando que os gatilhos são completamente individuais, variam muito de pessoa a pessoa. E fazia associação das minhas crises com alimentos e sentimentos, acredito que quase todo mundo tem essa sensação, não sou especial nesse caso, rs.

Tentava evitar alguns alimentos (salsicha e demais embutidos, por exemplo) e controlar os sentimentos, o que era e é "humanamente impossível" na minha condição de ansiosa, haha, tô rindo, mas levo a sério o assunto, sei que com acompanhamento correto podemos controlar ou tentar controlar, inclusive as emoções. 

E me indagava muito, por que eu tenho crises? Por que os exames e tratamentos, não indicam nada, nem surtem efeitos? Como equilibrar tudo com um orçamento curto? E após isso tudo e todos esses anos ainda não descobri as causas das minhas dores... Nem eu, nem minha família que sofria comigo conseguíamos explicações, então seguíamos com a luta!

No dia 09/06/2019, tive uma das piores crises sofrida até então e Deus queira que seja a última! Fui para o pronto socorro e naquela consulta a médica que me atendeu compartilhou comigo que já sofreu bastante e me deu dicas valiosas - e o melhor não medicamentosas, o que é fundamental. Aquele dia, meus olhos abriram para um mundo que até então não havia enxergado.

Em razão dessa crise, voltei a pesquisar profundamente sobre as crises de enxaqueca, com o diferencial  de que agora tinha as informações que a médica do PS havia me passado. 

A enxaqueca é um desequilíbrio químico que tem relação intensa com nosso hábitos, até aqui já sabíamos disso, e que todo tratamento seja profilático ou nas crises é para os sintomas e não as causas. E as causas onde estão? Inegavelmente dentro da gente, entendam... A cabeça precisa mudar, pro corpo reagir! Os ativos químicos que desencadeiam as crises, que são capazes de incapacitar a gente na dor, são influenciados por comportamento nosso, reiterando comportamento que não seja simplesmente tomar medicamento. 

Vamos lá.. do mesmo jeito que escrevia sobre alimentação e emoções sentidas, passei a relacionar sono, exercício, inteligência emocional e claro a exclusão do anticoncepcional da vida. Nada rebuscado, informações simples e melhor ainda, mudanças não tão radicais. 

Sou uma verdadeira formiga, acreditava que o chocolate era um dos meus gatilhos, assim como o café, embutidos e mais alguns itens, mas desde a conversa com a médica no dia 09/06 evitei o açúcar, a farinha de trigo, os embutidos em geral, tirei o travesseiro da minha cabeça na hora de dormir (acredite, isso foi muito relevante pra mim), e passei a monitorar atividades diárias de meia horinha (intercalando entre dia ando de bicicleta e outros faço caminhada, nada excepcional). 

O café não consigo diminuir, tendo em vista que não tomo leite (que para alguns também é gatilho) e pela manhã sinto necessidade de tomar café, porém aprendi a tomá-lo sem açúcar, investi em folhas verdes, frutas com os menores índices glicêmicos (ameixa, pêra, maçã, melão), bastante ovo como substitutivo do pãozinho matinal, e tenho orado a Deus pra conseguir controlar minhas emoções, sendo esse último quesito o mais complexo para mim, mas tenho ouvido bastante música, como exercício de relaxamento. 

Claro que ainda tenho medo de uma crise que venha a surgir, ainda mantenho minha farmacinha em casa, mas duas coisas sem sombra de dúvidas eu consegui através dessa rotina mais mansa e equilibrada. 

A primeira delas é zerar as dores de cabeça diárias, não sei vocês, mas eu sentia dor todo santo dia, haja analgésico (fazia uso de três diferentes, porque sempre ouvi dizer que enxaqueca se acostumava com a medicação) e a outra situação foi com o primeiro ciclo menstrual após introduzir essas mudanças, meu fluxo veio e foi embora sem me incomodar, tanto na TPM quanto no período menstrual eu sentia sensações variadas, como: irritabilidade, calor, dores (cólicas e de cabeça) e eu não senti nada disso. 

Obviamente não estou querendo eliminar a medicação de ninguém, cada organismo é ímpar. Mas, não posso deixar de compartilhar que eu não sinto nada há quase um mês. E acredito que meu maior vilão para desencadear crises é o açúcar. Fiquei com muita vontade de comer doces nos primeiros dias, em especial após o almoço, me senti numa crise de abstinência real, queria um brownie, uma jujuba a qualquer preço, mas precisamos trabalhar as emoções, lembra? E venci minha cabecinha que era quem me pedia o uso do açúcar, e sabe o coco seco? Me ajudou a superar essa vontade nos primeiros dias, comia uma tirinha dele e já me saciava. foi um incrível substituto.  

Bom, todas essas modificações foram situações inéditas para mim e tem sido maravilhoso os benefícios que tenho alcançado com a mudança desses hábitos. Preciso informar, que tenho 34 anos, ainda não sou mãe e trabalho dentro e fora de casa. Essas informações são importantes para situar uma rotina (menstrual/trabalho/estress) que ainda tenho. Espero poder ter ajudado e seguimos mais um dia sem dores ou crises. 

É isso!