quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Guarapari, Cidade Saúde ☀

Como não ser embaixadora desse lugar incrível onde moro? Guarapari é mesmo especial — um paraíso que mistura o clima fresquinho das montanhas com nada menos que 52 praias deslumbrantes, além de parques e lagoas de tirar o fôlego. Vem comigo e se encante!

Quer conhecer um pouquinho? Então anota essas dicas!

Guarapari fica no Espírito Santo, a pouco mais de 50 km da capital, Vitória. Já foi famosa pelas areias monazíticas, naturalmente radioativas, mas hoje encanta por muitas outras razões.

Norte da cidade: natureza em estado puro
No extremo norte, está o belíssimo Parque Estadual Paulo César Vinha, criado para proteger a restinga e o ecossistema local. O parque é enorme e abriga três praias (D'Ulé, Caraís e Setibão), a Lagoa do Caraís, três trilhas (Alagado, Clúsia e Restinga), dunas e mirantes incríveis. Ele funciona todos os dias, das 8h às 17h, mas o acesso às trilhas vai só até as 15h.

As trilhas têm mais de 1 km, e às quintas-feiras o parque oferece o projeto Trilha Cidadã, com cadeiras de rodas adaptadas. Para mais detalhes, vale conferir o site oficial do parque. Atenção: nos últimos tempos, o local vem enfrentando incêndios florestais, então é bom verificar antes de ir.

                                                                        Acervo pessoal

A partir dali, começa a mágica das praias...
Logo após o parque, vem Setiba, um refúgio de águas cristalinas (e bem geladinhas!). A região norte de Guarapari reúne 16 praias, com acessos que variam entre fáceis, intermediários e mais desafiadores, algumas exigem passar por costões rochosos e áreas de vegetação preservada. Mas acredite: o esforço vale cada passo. O visual compensa!

                                                       Acervo pessoal

Área norte, na ordem: Praia do Ulé, Una, Boião e Aquiles.

Centro da cidade: onde tudo acontece

Na região central, que inclui bairros como Praia do Morro, Aldeia e Muquiçaba, estão mais 17 praias. É difícil listar todas — até porque os nomes variam entre os que estão no Google Maps e os que os moradores usam. Mas isso faz parte do charme, né? 😉

                                                        Acervo pessoal

Aldeia, Praia do Morro, Areia Vermelha e Por do Sol Praia do Morro

Uma curiosidade legal: a Praia da Areia Vermelha fica dentro do Parque Municipal Morro da Pescaria. Sua coloração única vem de um mineral chamado granada, com ferro e óxido que criam esse tom avermelhado, como se fosse ferrugem natural.

Dentro do parque há praias mais reservadas, longe do agito turístico, perfeitas para quem busca sossego em meio à natureza. O parque abre das 7h às 16h e a entrada custa apenas R$ 5. Dica de ouro: leve sua garrafinha de água (há bebedouros), protetor solar, lanchinhos e, claro, recolha seu lixo!

Sul: o point das praias badaladas
Já no sul de Guarapari estão as praias mais famosas e movimentadas: Bacutia, Peracanga e Meaípe (que ganhou uma nova faixa de areia com as obras do governo do Estado). Essa região é cercada por restaurantes com gastronomia de altíssimo nível, perfeita para quem quer curtir o mar com conforto e sabor.

Tentei listar as praias, mas como falei, os nomes nem sempre são unanimidade, cada canto tem seu apelido carinhoso ou nome oficial diferente. O importante é se permitir explorar, se surpreender e, claro, aproveitar cada pedacinho desse paraíso chamado Guarapari.




É isso! 




domingo, 4 de junho de 2023

Atenção e cuidado à saúde dos membros das forças de segurança.

A saúde mental dos membros das forças de segurança pública é um tema de extrema importância e preocupação, sempre tive muito interesse na questão e há um tempo já estava pensando em escrever sobre algo relacionado.

Devido à natureza desafiadora e estressante do trabalho que desempenham, esses profissionais podem enfrentar uma série de problemas, em especial os relacionados à saúde mental.

As demandas do trabalho podem ser extremamente exigentes e expor os profissionais a situações traumáticas e estressantes regularmente. O exercício da função faz com que a pessoa testemunhe violência, lide com situações perigosas, enfrente ameaças e experimente uma pressão intensa, pressão essa para tomar decisões rápidas e precisas e pressões para lidar com o desempenho próprio de cada instituição.

A participação nesses episódios pode levar ao desenvolvimento de distúrbios de saúde mental, como: estresse pós-traumático, ansiedade, depressão e abuso de substâncias. E a percepção da condição psicológica pode variar de indivíduo para indivíduo, que pode vir associado às condições do ambiente de trabalho, ausência de suporte emocional e outros fatores estressantes. Obviamente estou descrevendo possibilidades sem tecnicidade no assunto, no entanto, é um extrato da verdade que já presenciei.

Além de todos esses aspectos apresentados, pode ser que haja uma cultura em dificultar o reconhecimento e a busca de ajuda para problemas de saúde mental, pois existe uma pressão social e profissional para que os membros da Segurança Pública sejam vistos como fortes, resilientes e capazes de lidar com qualquer situação. O que pode levar ao estigma em torno da saúde mental e à relutância em buscar tratamento adequado.

Para embasar o assunto, um estudo foi encomendado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP) e feito em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) onde apontou que 84% dos profissionais avaliados estavam estressados. A base de dados contou com a participação de mais de 1600 profissionais da segurança pública do Espírito Santo. (Fonte: https://acesse.one/EtrK8) É um alerta gigante. 

Essa identificação feita pela SESP e em outros estudos recentes, corroboram com a necessidade do aumento na conscientização sobre a importância da saúde mental dos membros das forças de segurança pública. Algumas organizações têm implementado programas de apoio e intervenção para ajudar a lidar com o estresse ocupacional e promover a saúde mental, cardiológica, aconselhamento e estratégias de prevenção ao suicídio, entre outros segmentos que priorizem a saúde global dos membros da segurança, pois é uma demanda latente fornecer os recursos e o apoio necessário a esses homens e mulheres.

Não obstante a implementação de programas e políticas apropriadas, necessário também uma mudança na cultura organizacional para encorajar abertamente a busca de ajuda e garantir que os profissionais se sintam à vontade para discutir suas preocupações e desafios relacionados à saúde mental. É importante frisar que as famílias têm de estar diligentes quanto a essas questões. O olhar sem julgamento, a recepção acolhedora no seio familiar é tão importante quanto à identificação do problema de saúde na esfera profissional. 

Em síntese, a saúde mental dos membros das forças de segurança pública é uma questão crucial que exige atenção contínua e suporte adequado. É fundamental que organizações e governos atuem de forma conjunta para assegurar que esses profissionais tenham acesso ao cuidado necessário, preservando sua saúde mental e bem-estar enquanto cumprem seu papel essencial na sociedade.

Que familiares e amigos estejam sempre atentos a quem amam e, ao menor sinal de dificuldade, não hesitem em buscar ajuda. 💛